terça-feira, 5 de agosto de 2014

50 Tons de se expressar.



                           




O assunto de hoje é livre para todos os públicos que possuem uma mente aberta e está disposto a entender o outro lado de todo o frenesi que cerca o fenômeno ’50 Tons de Cinza’. Antes, vamos relembrar a típica crítica feita pelas pessoas de mente fechada e influenciadas sempre a dizerem a mesma coisa, sem ao menos escutar a própria voz. Eles dizem  que a série de livros ’50 Tons de Cinza’, é uma história medíocre e mal escrita, machista, vulgar, fútil e juro que já li um comentário dizendo que ’50 Tons de Cinza é um pornô para mulheres mal amadas’.

 Já visto o lado monótono daqueles sempre com a mesmo diálogo, veremos agora o lado menos julgador que cerca esta série Best Seller. 
50 tons de Cinza, para quem não sabe, fala sobre uma garota jovem chamada Anastacia Steele com uma vida bem chata, convenhamos, onde ela não é muito bonita e não tem nenhum grande atributo e de repente sua vida começa a tomar um rumo diferente ao entrevistar no lugar de sua amiga, um conceituado empresário, Christian Grey. A partir daí acontece primeiramente situações parecidas ao de uma comédia romântica normal, até o livro chegar num ponto interessante, onde o leitor deveria saber aproveitar o clímax que é onde a história começa a se desenrolar e finalmente mostrar a sua cara: Nos deparamos com a tal da Anastacia convidada a ser uma mulher submissa do Senhor Grey.

É ai que começa a acontecer um incômodo em certos leitores, pois esta história de submissão não é aquela com a qual algumas pessoas estão acostumadas a ler, e isso leva a discussão que rodeia o livro e o faz receber tantas críticas negativas. Tudo isso só me faz pensar que as pessoas não gostam de fugir do senso comum, mesmo que seja por um livro, cuja vida ali é fictícia. Por qual motivo algumas pessoas não conseguem respeitar algo só pelo fato de não ser conveniente a mesmice com a qual elas convivem? Seria por medo de se entregar a um livro diferente e acabar sendo julgada junto com ele? E por que em pleno século 21, o sexo ainda é um tabu?


(O ator Jamie Dornan, como Christian Grey e a atriz Dakota Johnson, como Anastacia Steele.)


A opinião dos outros é realmente muito importante para alguns, e é por isso que os seres humanos estão cada vez mais medrosos, pois não conseguem arriscar fazer algo que não condiz com o que seu amigo, pai e mãe pensa e por isso também que a sociedade está cada vez mais alienada, já que você só pode ler e criticar o que os outros estão lendo e criticando,  ler 50 tons de Cinza o faria parecer pior e te tirar da situação de igualdade, falar que gosta de um livro como 50 tons de Cinza, o faria ser fútil e talvez até uma mulher ‘safada’ e como eu já mencionei ‘mal amada’. 

Mas que vida mais hipócrita ser humano, essa que você não pode nem ser diferente dentro de seus próprios princípios! Uma situação como está faz parecer que vivemos numa falsa democracia, onde todo mundo tem que se comportar de acordo com que é aceitável, mas lembrando que o aceitável nesse caso não está relacionado ao correto e errado, e sim a uma ideologia implantada para que continuemos sem a tal liberdade de se expressar.

Cada um tem sim um livre-arbítrio para gostar do que quiser, e ninguém é obrigado a gostar de 50 Tons de Cinza, mas é obrigado a respeitar o trabalho da escritora E.L James, que fez apenas o seu trabalho da melhor forma que pôde, assim como cada um dá o seu melhor em seus trabalhos. E nem sempre um escritor vai agradar a todos com seu livro, mas se apenas uma pessoa gostar, isso significa que o trabalho valeu a pena, e contudo vemos que muito mais de uma pessoa gostou da trilogia, meus parabéns, E.L James! 

Agora, eu vou deixá-los com o trailer do filme, que será lançado em fevereiro de 2015. Vejo vocês no cinema, porque eu entendo de curiosidade e sei que apesar de toda e qualquer crítica, todos estarão lá.







sexta-feira, 4 de julho de 2014

O verdadeiro valor do futebol.

Assim que pensei em escrever esse post, eu seriamente pensei duas vezes se não seria hipocrisia da minha parte, levando em consideração que eu sempre fui a primeira pessoa a fazer críticas negativas em relação ao futebol. Eu não costumo gostar de futebol, e são  poucos os esportes que eu levo em consideração, essa é a verdade, mas estamos vivendo aqui no Brasil pela primeira vez depois de anos, a Copa do Mundo, e isso não é algo que pode-se ignorar, gostando ou não.

Não sei o que acontece com os brasileiros,  mas de repente um espírito patriota se revela dentro de cada um, desde os mais fanáticos por futebol até os mais céticos, ficam igualmente sensibilizados ao assistir um jogo do Brasil na Copa. Talvez porque no fundo sabemos que não é tão fácil aceitar o fato de ver a seleção que nos representa perder, e torcemos de corpo e alma para que o Brasil faça um bom jogo, pois afinal é o nosso país, e aqueles jogadores no campo batalhando pela bola, por um gol, batalham por um sonho, e ficamos novamente solidarizados por esse sonho que compartilhamos com eles.

Porém, mesmo com as vitórias do Brasil e uma possível esperança para o Hexa, tivemos a terrível notícia de que Neymar, com uma vértebra faturada, não poderá competir mais nessa Copa. E ai eu pergunto: A batalha do Brasil contra a Colômbia foi um típico jogo de futebol, ou uma luta de UFC? A realidade é que não vale a pena abusar da violência em nenhuma ocasião, lutar pela bola e dar o 'sangue' pela sua equipe é válido, mas isso não significa que você precisa ver o seu adversário sofrer, o nome disso é covardia, e nada nesse mundo que é feito baseado na covardia tem um bom fim. Não acredita nisso? Pergunte a própria Colômbia, que após perder o jogo sentiu na pele o fato de que se deve jogar limpo, ou nada de jogo.

Após uma série de lamentações,por parte dos jogadores colombianos(pela derrota) e por parte dos jogadores brasileiros pela perda de um dos seus melhores jogadores no final de uma Copa do Mundo, eu pergunto novamente: Qual o verdadeiro valor do futebol? Uma resposta simples seria acertar a bola no gol, mas pensando pelo lado sensível que abrange toda a sociedade, sabemos que não é só isso: O futebol está na competição livre e honesta, na representação de todo um mundo, que mesmo com tanta diferença cultural se uni em prol da diversão que o esporte traz, do esforço dos jogadores que deram tudo de si para estar ali e finalmente podemos dizer que o futebol está dentro de cada um. 

O chefe de uma grande empresa, para tudo o que está fazendo para observar aquela bela jogada do Neymar, o Gari passa a manhã inteira limpando as ruas, quando finalmente chega a sua casa e curti o fim de tarde com a família, e veja só, assistindo ao mesmo jogo que o chefe da empresa, porque esse é o futebol e esse é o Brasil, um país com alto índice de desigualdade social, mas que o esporte deixa-nos iguais no final das contas, pois ele tem o poder de unir as pessoas como se todos fossemos um só, dentro das nossas diferenças e semelhanças.

A união é a verdadeira solução para todo o individualismo que nos cerca, mas esse individualismo não pode aparecer no futebol, por isso o brasileiro está triste, não porque estamos desesperançosos em relação ao Hexa( não mesmo!), mas sim porque somos um povo que gosta de justiça, e gostaríamos que nosso craque pudesse completar o seu sonho, pois ele é um garoto rico de sonhos, como qualquer brasileiro e merecia terminar o que começou. Agora nos resta o de sempre, torcer para a vitória brasileira e contemplar a excelente atitude de outro craque brasileiro, David Luiz, que recebeu o jogador colombiano 'James Rodríguez' de braços abertos para um consolo de amigo. Consolo este que poderíamos receber com a taça do mundo após dado o desespero brasileiro de cada dia, dentro e fora dos campos, com ou sem Padrão Fifa.





domingo, 25 de maio de 2014

O pop coreano sendo bem representado por brasileiros!

Eu sei que tanto para fãs de kpop quanto para as pessoas que não tem noção do que é kpop, o título pode parecer esquisito. Como assim o pop coreano sendo representado por brasileiros? Se é coreano, ele deve ser cantado por asiáticos, não? Não! E para provar isso, os garotos da boyband 'CHAMPS', vieram com um single incrível de Debut. Ok, eu vou explicar bem devagar para fazer os meros mortais que ainda não entraram no mundo do olho puxado, entenderem: Kpop é o pop sul-coreano, donde tem inúmeras boybands e girlbands, que fazem sucesso ao redor do mundo, com suas batidas únicas e coreografias envolventes, o kpop cada vez mais conquista fãs aqui no Brasil. 

E toda essa conquista fez com que a empresa 'JS ENTERTAIMENT', abrisse espaço para que agora os próprios brasileiros apaixonados e influenciados pelo kpop pudesse participar desse mundo. Com isso depois de audições pelo Brasil, 5 garotos sortudos e talentosos foram escolhidos para montar um grupo: KENJI,IAGO,SHI,DIEGO E RICK, e como uma boa fã de kpop, eu posso dizer: Eles representaram  muito bem! O single de estréia se chama 'Dynamite', e você pode conferir o resultado no clipe abaixo:



O surpreendente desse primeiro mv, é que logo no início quando o Iago começa cantar em português, você percebe que se trata de brasileiros que mesmo com o fato de estarem sendo produzidos por uma empresa coreana, não deixaram de valorizar a pátria. Gostei muito disso, e a empresa ganhou muitos pontos por ter mantido a língua original, tanto que o inglês no refrão foi um bom complemento e algo que nós, kpoppers, já estamos acostumados. A melodia, a batida e a coreografia também foram dignas de algo internacional, e não é a toa que a JS deu uma mãozinha para que os meninos pudessem aprender um pouco lá na Coréia do Sul.(Eles ficaram um tempo lá em treinamento, e foi lá a gravação do mv) e podemos conferir essa experiência através do 'CHAMPS TV', um relato de 6 episódios sobre os meninos na terra do Psy.

(Iago,Diego,Shi,Rick e Kenji: Escolha já seu 'Bias'(preferido) e divulgue o trabalho dos meninos no Brasil!)

Outro fato que eu achei super válido da empresa, é que eles fizeram questão de escolher os meninos pelo talento e o melhor que eles tem para mostrar e para dar aos fãs de kpop, essa característica do kpop, mas com uma pitada brasileira( podemos chamar de 'Bpop'? haha), ao contrário do que algumas empresas asiáticas procuram( somente pessoas com características orientais), e no caso o único descente de asiático é o nosso lindo, novo Bias, Kenji *-*(ok, parei haha). 


Hoje foi um dia especial para nós que estávamos aguardando esse Debut ansiosamente, e além de nos viciarmos em 'Dynamite', os garotos nos surpreenderam com outra música inédita, dessa vez com a participação, de uma girlband coreana que é a cara do Brasil: Wassup! Quem conhece o trabalho dessas meninas sabe que não poderia ter outro feat melhor nessa estréia, e a música, você confere abaixo, uma singela homenagem ao Brasil, tanto que poderíamos dizer até que é a música da própria Copa do Mundo!

Espero que o sucesso do CHAMPS, aumente ainda mais, porque eles são talentosos e ótimos meninos, assim como as boybands coreanas treinaram muito para fazerem o sucesso que fazem, os meninos estão ai na luta também para conquistar um espaço no meio da música, no Brasil e no mundo, e contam com o Kpoppers e os brasileiros no geral, para fazer esse sonho se tornar realidade. Então, CHAMPS, FIGHTING! \o/


domingo, 4 de maio de 2014

Uma singela homenagem a Audrey Hepburn e seus 85 anos.


                           

Hoje é um dia triste para mim, para Hollywood e para todos os artistas que buscam em Audrey Hepburn uma fonte de inspiração para seus trabalhos e para a vida. A atriz mais glorificada, talentosa e exemplar que o mundo do cinema já teve a honra de presenciar, faleceu em 1993, deixando-nos há 20 anos órfãos de seu talento, carisma, humildade e sua presença sempre elegante e gentil, seja ela nas telas do cinema ou nos 'oscar's'. Em falar em Oscar, a premiação mais importante do cinema, Audrey recebeu 2, entre outros 'Globos de ouro', 'Grammys', 'Emmys', 'Tony's', ao longo da sua carreira.

 Prêmios merecidos por tudo o que ela fez em sua longa jornada, mas não longa o suficiente para não sentirmos falta de seu trabalho, isso sempre sentiremos, pois Audrey foi uma mulher única, dessas que aparecem uma vez por aqui e deixam a sua estrela inesquecível na calçada da fama e nos corações dos eternos admiradores. Mas hoje estou aqui não apenas para declarar que sou fã dela, mas como eu havia dito, estou triste pois hoje, Audrey estaria fazendo seu aniversário de 85 anos, e ela poderia muito bem estar aqui conosco, realizando seu trabalho magnífico como sempre, a única diferença seria que ao invés de ser uma moça elegante, ela seria um idosa elegante, e  ela foi até o fim dos seus 63 anos, idade em que infelizmente veio a falecer de câncer no pulmão.

Eu penso, inevitavelmente, que o cigarro é um vício maldito, capaz de fazer uma pessoa tão querida e amada, morrer como se fosse só mais uma vítima como outra qualquer. Sei que pode ser egoísmo da minha parte dizer que Audrey era uma mulher superior, mas ela era e Hollywood com certeza desejava tê-la por muito mais tempo assim como seus fãs e as crianças carentes africanas que ela tanto ajudava. Sim, além de tudo, Audrey tinha um coração enorme que adorava fazer caridade, mais um motivo de admiração.

Apesar de tudo o que as religiões dizem, e a que eu acredito, não podemos ter certeza absoluta de para onde as atrizes maravilhosas e bondosas vão depois da morte, mas acredito que Audrey esteja num lugar bem bonito, pois depois de fazer história aqui na Terra, ela deve estar lá em cima olhando para todos nós, para suas jovens admiradoras como eu, usando uma jóia da 'Tiffany's', e sorrindo. Espero muito que o sorriso de Audrey não seja apenas uma característica deixada por ela depois da morte, mas uma fonte de inspiração para os sorrisos de mulheres do mundo inteiro. Audrey Hepburn eu queria ser como você, e agradeço pela valiosa lição que você me deixou. Hoje é dia de escutar moon river, e sorrir como você sorria, só não usando uma jóia da 'Tiffany's' por enquanto, mas em breve quem sabe?


sexta-feira, 2 de maio de 2014

'Escuridão': Um texto de 3 anos atrás.

'Era um lugar escuro, me lembro bem. Não havia nenhum ponto de luz, nenhuma direção. Era só eu e a escuridão. Quando andava tropeçava em pedras e caia. Meu corpo dolorido avisava que não suportaria por muito mais tempo. Sentia o sangue escorrendo por vários ferimentos assim como as lágrimas que secavam em meu rosto sujo que eram logo substituídas por outras. 

Quando me disseram que eu seria castigada, nunca pensei que o castigo seria tão duro. No mundo preto, eu vagava na imensa tristeza, dor e solidão. Já era para eu estar morta. E aqui estou eu, descobrindo que sou forte. Que posso combater todas as maldades que vierem no meu caminho. Que até as pedras que me machucavam devia tomar cuidado comigo. Para com isso garota, quem você esta querendo enganar? Só há você nessa escuridão, você e as pedras. Daqui a um tempo será só as pedras.

Sou mais forte por dentro, infelizmente. De repente, ao longe eu enxergo um pequeno feixe de luz. Meus olhos que não estão acostumados com ela doem, e se arregalam de esperança. Uma luz combatendo a escuridão. Fui andando devagar até chegar a ela, sorrindo e ao chegar vi um lugar todo branco. E não tinha ninguém nele.

 Uma grande porta foi fechada atrás de mim. Estava presa. Morreria ali no lugar branco. A luz me atraiu para o mal, sabendo de como eu a apreciava. Morreria não de cansaço de tanto lutar, mas sim de loucura. Ficarei louca com tanta palidez. Senti falta do escuro. Lá pelo menos, eu tinha as pedras para me fazer companhia e para me lembrar de que eu merecia cair para aprender a me levantar. Aqui no lugar branco eu não tenho nenhum desafio. E muito fácil só olhar e mais nada. Tinha me acostumado a ter o desafio de cair na escuridão. Agora tenho o desafio de enxergar o que restou da minha vida nesse mundo sem cor.'

Ps: Descobri um dia que queria ser escritora e me contento com isso. Tchau <3




segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sobre os preços abusivos no verão carioca: Aqui estou um pouco tarde, porém não tarde o suficiente.



‘País rico é país sem pobreza’. Infelizmente o governo levou esse slogan muito a sério e decidiu agir como se de fato o Brasil fizesse jus a essa frase, que não passa de um ligeiro sonho para o povo e uma crescente covardia por parte da política brasileira.

A economia sempre desigual vem crescendo, segundo os intermináveis discursos de Vossa Presidenta nas noites cansativas. Mas ela realmente cresce, assim como os preços dos alimentos, que aumentaram tanto no verão do Rio de Janeiro, que as favelas cariocas até se destoaram em um conjunto de pessoas dispostas a pagar caro por um sorvete.

Além dos preços abusivos, não podemos deixar de tratar da condição de saúde que a maior parte dessas comidas trazem ao organismo. Sim, há pessoas pagando uma fortuna por uma porção de fritas vindas com uma poça de óleo duvidoso, entre outros.

Pode-se denominar essa situação de devastação do capitalismo, ou seria apenas dominação? Pois a população torna-se submissa do próprio país onde vive e nem sente, ou no caso ela sentem mas a luta é em vão, comparada ao grande número de pessoas que pagam o que for para se encaixar na sociedade.

Com isso chega-se a resolução do problema: Não pagar por esses alimentos. Se está caro, é porque há quem pague por eles sem pestanejar. No Brasil tem muitos submissos pensando que pagar por um sanduíche caro os deixará numa situação de domínio, mas isso não poderia estar mais distante da realidade. Não podem concordar com isso, afinal o brasileiro merece uma condição de vida ‘Padrão Fifa’, também.




Ps: Aos leitores do blog tenho um pedido a fazer: Gostaria muito, de verdade, que vocês se manifestassem nos comentários, pois a opinião de vocês é de grande importância para mim. Eu sei que é chato comentar, mas eu ficaria muito feliz se abrisse o blog e ao invés de 0 comentários, houvesse ao menos 1. É isso, tenho um bom dia/tarde/noite, e obrigada pela atenção! :)







 






domingo, 23 de fevereiro de 2014

Resenha sobre a série: Bates Motel.

Suspense, ação, drama, psicose e uma pitada de romance, são apenas alguns fatores que cercam essa série. Bates Motel, estreou no início de 2013 nos Estados Unidos, sendo filmada na cidade de Aldergrove, Canadá. Apesar de ser uma série novata, já conta com uma fiel legião de fãs insaciáveis pela viciante e problemática relação entre Norman Bates e sua mãe, Norma.

A história, inspirada no romance ‘Psicose’ de Hitchcock, começa com a intenção de narrar a adolescência de Norman, que no auge dos seus 17 anos, poderia ser como qualquer garoto nessa idade, que só liga para garotas, beleza e popularidade, mas só de ver o primeiro episódio já percebemos que em sua vida há problemas menos fúteis do que esses, ao nos depararmos com a morte repentina de seu pai aparentemente sendo um acidente. Mas nós sabemos que acidentes costumam ser a melhor justificativa para aqueles que sofrem de problemas psicológicos e precisam colocá-los para fora.

Norman também não é o tipo de pessoa muito sociável, ao contrário ele demonstra ter certa dificuldade em se socializar pela sua timidez e sua maturidade pela pouca idade que tem. Muitas vezes ele escolhe ver o mundo pelos olhos de um adulto ou apenas pelos seus próprios olhos sofridos de quem perdeu o pai, não tem amigos e a única pessoa que lhe resta é uma personagem crucial e, ouso dizer, a peça final do quebra cabeça que ronda Bates Motel: Norma Bates, sua amável (ou nem tanto), mãe.
Quando o senhor Bates morre, Norma se muda com o filho para a cidade de Oregon, e lá compra o motel falido para transformá-lo em seu meio de trabalho e começar uma vida nova e feliz com Norman, seu filho mais querido e protegido. Norma mostra que é uma mãe superprotetora, muitas vezes exagerando na educação de seu filho, sem querer deixando-o sem saída quanto a opção de melhor amiga e conselheira. Mas não pense que o garoto reclama: Ele vê em sua mãe um exemplo de mulher e pessoa, a admira como se não houvesse outra pessoa no mundo para amar e é capaz de matar se alguém tratá-la mal.
Com todo esse amor possessivo e dependência entre os personagens, alguns telespectadores de Bates Motel pensam que a relação de mãe e filho vai além do amor fraternal, acreditando piamente na possibilidade de ocorrer o ato de ‘incesto’ no decorrer da série. Eu acho um pouco improvável, mas nada nessa série e impossível então não podemos descartar isso.

Ao longo da série, percebemos a função de personagens secundários essenciais para dar mais vida a essa história. Um meio irmão mais velho e problemático, chamado Dylan, que vai morar com eles quando está sem dinheiro e acaba arrumando um emprego perigoso e ilegal na cidade. Diferente de Norman, Dylan está longe de ser o ‘queridinho da mamãe’, sua relação com Norma não é das melhores e ao decorrer da série a confiança entre mãe e filho varia muito, dependendo das diversas situações de perigo e desespero em que seus verdadeiros sentimentos são postos à mostra.

Também há uma menina loira de olhos verdes, com rosto inocente sendo reconhecida como a menina mais bonita da cidade (se bem que em uma cidade pequena e louca daquelas não sabemos se isso é um elogio), chamada Bradley. É nesse momento em que a série passa uns bons minutos parecendo ser uma série juvenil normal: O garoto solitário e tímido(Norman) se apaixona pela garota popular(Bradley) que em um momento de carência dá uma chance ao garoto, fazendo com que este se iluda, assim como vários garotos que assistem a série. (risos)

Para dar continuidade ao drama romântico, também tem Emma, a nova e melhor amiga de Norman (depois da mamãe, é claro) que não é tão bonita, tem problemas respiratórios (por isso ainda com um ‘carrinho’ de oxigênio transmitido para tubos nas narinas estilo ‘Hazel Grace em A culpa é das estrelas’), e gosta de verdade do garoto. Este é claro, adora sofrer e corre atrás da loira.

Além desses, há dois delegados e o ex dono do Motel, que vão ser essenciais para a trama ficar ótima do jeito que é, pois eles são responsáveis por boa parte do medo de Norma Bates e seu arrependimento em ter se mudado para a cidade. Por causa deles, a paz da mulher e de seu filho não vão chegar tão cedo, e isso é ruim para eles e ótimo para nós, já que são as situações de perigo que nos deixam mais maravilhados pela série.

Por fim, conclui que Bates Motel está sendo uma série ótima e original, e não é à toa que conquista as pessoas. O assunto ‘Psicose’ é muito interessante, saber o que se passa na cabeça dos personagens principais, o motivo que os leva fazer as coisas que fazem! Desde cometer um assassinato, cenas fortes de estupro, violência e alucinações vinda de Norman Bates, até um homem pegando fogo na praça como se isso fosse a coisa mais normal do mundo: Tudo isso se torna viciante e digno de dar uma conferida! Assista a primeira temporada de Bates Motel, antes que a segunda temporada comece e você vire alvo de (mais) spoilers!


PS: Agora eu faço parte do blog:  http://sempre-cinema.blogspot.com.br/ , com uma parte inteira dedicada a Bates Motel. Em breve, confira!


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ainda dá tempo de você dizer: 'Eu te amo'.


Você já disse 'Eu te amo' para alguém, hoje? Não, vou reformular minha pergunta para ficar mais fácil de ser respondida: 'Você já disse 'Eu te amo' para alguém em toda a sua vida? Se não o fez, ainda dá tempo. Sério, não importa que idade você tenha: 10, 15, 30 ou 50: O amor é sempre necessário. Há quem diga que o amor é quando a pessoa não quer ficar longe de você e se importa com o fato de você existir. Ou talvez, o amor seja apenas o ato de entregar rosas e bombons, cartas emolduradas com pequenos corações e um sorriso sincero. Mas quem sabe o amor não é quando a mãe carrega o bebê no colo e lhe dá o seu próprio leite de alimento? Amor é na verdade, tudo isso e mais um pouco.

Porque o amor é o sentimento mais esperado de todos os sentimentos existentes. Você gosta da amizade, por exemplo, mas sabe que a facilidade com a qual ela acaba é bem mais fácil que o fim do amor. Você deseja a paz que pode ser ao mesmo tempo um sentimento e um desejo, mas sabe que não pode esperar que ela aconteça sempre devido ao caos em que o mundo se encontra. Então, só nos resta o amor. Ele é tão poderoso que é capaz de modificar as pessoas, e o modo de ver a vida. Capaz de fazer você se odiar por não conseguir amar o suficiente, porque o fato é que ainda há pessoas que não descobriram a capacidade de amor que há dentro delas.

Porém, eu garanto: O amor está dentro de todos nós. Não pense que você, por ser uma pessoa boa na maior parte do tempo, ama mais do que o bandido dentro de uma cela. A quantidade de amor em cada pessoa é igual, a única diferença que ocorre é o modo como cada um descobre a sua capacidade de amar e como vive o amor. Alguns se colocam a liberdade de escolha de poder amar mais ou menos, outros apenas se deixam levar pelos acontecimentos e quando vê já está amando, ou transformando o amor em ódio. Talvez as chances que você tem de amar nessa vida vieram de maneira mais fácil do que para o seu próximo, mas vocês são exatamente iguais por dentro. Ambos tem um coração, cheio de amor.

Mas agora, falando em ódio... O amor pode andar de mãos dadas com ele, queira você aceite isso ou não. São sentimentos opostos, mas não dizem que os opostos se atraem? Tanto o amor pode se transformar em ódio quanto vice-versa. É só você se dar uma chance para tal isso, ou melhor a vida lhe colocar a disposição para a transformação. Porque a verdade é que mesmo que todas as pessoas tenham a capacidade de amar, nem sempre estão preparadas para isso. Para odiar é bem mais fácil, mas como eu já mencionei o ódio é uma fonte quase certeira de chegada ao tão esperado(ou num caso assim, inesperado), amor.

E vocês devem estar se perguntando: Por que você escreveu esse texto, garota? Bem, eu poderia dizer que é porque eu estou apaixonada, mas não é verdade. Eu não sei exatamente por que escrevi isso. Acho que é porque eu acredito no amor e acredito na sinceridade de um 'Eu te amo', bem falado, de coração. Além dos meus familiares que tem a 'obrigação' de me amar(risos), ninguém do sexo oposto, estilo 'Romeo e Julieta', ou 'Um amor para recordar', disse um 'Eu te amo', para mim. Mas enquanto isso não acontece, eu prometo que não vou fazer escolhas erradas para sair desse caminho e torná-lo mais difícil e nem vou me afastar do verdadeiro sentimento que me rodeia como ser humano para alcançar tão belo objetivo. De maneira simples, olhos fechados e alma aberta eu vou ficar esperando pelo amor, bem aqui.