domingo, 23 de fevereiro de 2014

Resenha sobre a série: Bates Motel.

Suspense, ação, drama, psicose e uma pitada de romance, são apenas alguns fatores que cercam essa série. Bates Motel, estreou no início de 2013 nos Estados Unidos, sendo filmada na cidade de Aldergrove, Canadá. Apesar de ser uma série novata, já conta com uma fiel legião de fãs insaciáveis pela viciante e problemática relação entre Norman Bates e sua mãe, Norma.

A história, inspirada no romance ‘Psicose’ de Hitchcock, começa com a intenção de narrar a adolescência de Norman, que no auge dos seus 17 anos, poderia ser como qualquer garoto nessa idade, que só liga para garotas, beleza e popularidade, mas só de ver o primeiro episódio já percebemos que em sua vida há problemas menos fúteis do que esses, ao nos depararmos com a morte repentina de seu pai aparentemente sendo um acidente. Mas nós sabemos que acidentes costumam ser a melhor justificativa para aqueles que sofrem de problemas psicológicos e precisam colocá-los para fora.

Norman também não é o tipo de pessoa muito sociável, ao contrário ele demonstra ter certa dificuldade em se socializar pela sua timidez e sua maturidade pela pouca idade que tem. Muitas vezes ele escolhe ver o mundo pelos olhos de um adulto ou apenas pelos seus próprios olhos sofridos de quem perdeu o pai, não tem amigos e a única pessoa que lhe resta é uma personagem crucial e, ouso dizer, a peça final do quebra cabeça que ronda Bates Motel: Norma Bates, sua amável (ou nem tanto), mãe.
Quando o senhor Bates morre, Norma se muda com o filho para a cidade de Oregon, e lá compra o motel falido para transformá-lo em seu meio de trabalho e começar uma vida nova e feliz com Norman, seu filho mais querido e protegido. Norma mostra que é uma mãe superprotetora, muitas vezes exagerando na educação de seu filho, sem querer deixando-o sem saída quanto a opção de melhor amiga e conselheira. Mas não pense que o garoto reclama: Ele vê em sua mãe um exemplo de mulher e pessoa, a admira como se não houvesse outra pessoa no mundo para amar e é capaz de matar se alguém tratá-la mal.
Com todo esse amor possessivo e dependência entre os personagens, alguns telespectadores de Bates Motel pensam que a relação de mãe e filho vai além do amor fraternal, acreditando piamente na possibilidade de ocorrer o ato de ‘incesto’ no decorrer da série. Eu acho um pouco improvável, mas nada nessa série e impossível então não podemos descartar isso.

Ao longo da série, percebemos a função de personagens secundários essenciais para dar mais vida a essa história. Um meio irmão mais velho e problemático, chamado Dylan, que vai morar com eles quando está sem dinheiro e acaba arrumando um emprego perigoso e ilegal na cidade. Diferente de Norman, Dylan está longe de ser o ‘queridinho da mamãe’, sua relação com Norma não é das melhores e ao decorrer da série a confiança entre mãe e filho varia muito, dependendo das diversas situações de perigo e desespero em que seus verdadeiros sentimentos são postos à mostra.

Também há uma menina loira de olhos verdes, com rosto inocente sendo reconhecida como a menina mais bonita da cidade (se bem que em uma cidade pequena e louca daquelas não sabemos se isso é um elogio), chamada Bradley. É nesse momento em que a série passa uns bons minutos parecendo ser uma série juvenil normal: O garoto solitário e tímido(Norman) se apaixona pela garota popular(Bradley) que em um momento de carência dá uma chance ao garoto, fazendo com que este se iluda, assim como vários garotos que assistem a série. (risos)

Para dar continuidade ao drama romântico, também tem Emma, a nova e melhor amiga de Norman (depois da mamãe, é claro) que não é tão bonita, tem problemas respiratórios (por isso ainda com um ‘carrinho’ de oxigênio transmitido para tubos nas narinas estilo ‘Hazel Grace em A culpa é das estrelas’), e gosta de verdade do garoto. Este é claro, adora sofrer e corre atrás da loira.

Além desses, há dois delegados e o ex dono do Motel, que vão ser essenciais para a trama ficar ótima do jeito que é, pois eles são responsáveis por boa parte do medo de Norma Bates e seu arrependimento em ter se mudado para a cidade. Por causa deles, a paz da mulher e de seu filho não vão chegar tão cedo, e isso é ruim para eles e ótimo para nós, já que são as situações de perigo que nos deixam mais maravilhados pela série.

Por fim, conclui que Bates Motel está sendo uma série ótima e original, e não é à toa que conquista as pessoas. O assunto ‘Psicose’ é muito interessante, saber o que se passa na cabeça dos personagens principais, o motivo que os leva fazer as coisas que fazem! Desde cometer um assassinato, cenas fortes de estupro, violência e alucinações vinda de Norman Bates, até um homem pegando fogo na praça como se isso fosse a coisa mais normal do mundo: Tudo isso se torna viciante e digno de dar uma conferida! Assista a primeira temporada de Bates Motel, antes que a segunda temporada comece e você vire alvo de (mais) spoilers!


PS: Agora eu faço parte do blog:  http://sempre-cinema.blogspot.com.br/ , com uma parte inteira dedicada a Bates Motel. Em breve, confira!


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ainda dá tempo de você dizer: 'Eu te amo'.


Você já disse 'Eu te amo' para alguém, hoje? Não, vou reformular minha pergunta para ficar mais fácil de ser respondida: 'Você já disse 'Eu te amo' para alguém em toda a sua vida? Se não o fez, ainda dá tempo. Sério, não importa que idade você tenha: 10, 15, 30 ou 50: O amor é sempre necessário. Há quem diga que o amor é quando a pessoa não quer ficar longe de você e se importa com o fato de você existir. Ou talvez, o amor seja apenas o ato de entregar rosas e bombons, cartas emolduradas com pequenos corações e um sorriso sincero. Mas quem sabe o amor não é quando a mãe carrega o bebê no colo e lhe dá o seu próprio leite de alimento? Amor é na verdade, tudo isso e mais um pouco.

Porque o amor é o sentimento mais esperado de todos os sentimentos existentes. Você gosta da amizade, por exemplo, mas sabe que a facilidade com a qual ela acaba é bem mais fácil que o fim do amor. Você deseja a paz que pode ser ao mesmo tempo um sentimento e um desejo, mas sabe que não pode esperar que ela aconteça sempre devido ao caos em que o mundo se encontra. Então, só nos resta o amor. Ele é tão poderoso que é capaz de modificar as pessoas, e o modo de ver a vida. Capaz de fazer você se odiar por não conseguir amar o suficiente, porque o fato é que ainda há pessoas que não descobriram a capacidade de amor que há dentro delas.

Porém, eu garanto: O amor está dentro de todos nós. Não pense que você, por ser uma pessoa boa na maior parte do tempo, ama mais do que o bandido dentro de uma cela. A quantidade de amor em cada pessoa é igual, a única diferença que ocorre é o modo como cada um descobre a sua capacidade de amar e como vive o amor. Alguns se colocam a liberdade de escolha de poder amar mais ou menos, outros apenas se deixam levar pelos acontecimentos e quando vê já está amando, ou transformando o amor em ódio. Talvez as chances que você tem de amar nessa vida vieram de maneira mais fácil do que para o seu próximo, mas vocês são exatamente iguais por dentro. Ambos tem um coração, cheio de amor.

Mas agora, falando em ódio... O amor pode andar de mãos dadas com ele, queira você aceite isso ou não. São sentimentos opostos, mas não dizem que os opostos se atraem? Tanto o amor pode se transformar em ódio quanto vice-versa. É só você se dar uma chance para tal isso, ou melhor a vida lhe colocar a disposição para a transformação. Porque a verdade é que mesmo que todas as pessoas tenham a capacidade de amar, nem sempre estão preparadas para isso. Para odiar é bem mais fácil, mas como eu já mencionei o ódio é uma fonte quase certeira de chegada ao tão esperado(ou num caso assim, inesperado), amor.

E vocês devem estar se perguntando: Por que você escreveu esse texto, garota? Bem, eu poderia dizer que é porque eu estou apaixonada, mas não é verdade. Eu não sei exatamente por que escrevi isso. Acho que é porque eu acredito no amor e acredito na sinceridade de um 'Eu te amo', bem falado, de coração. Além dos meus familiares que tem a 'obrigação' de me amar(risos), ninguém do sexo oposto, estilo 'Romeo e Julieta', ou 'Um amor para recordar', disse um 'Eu te amo', para mim. Mas enquanto isso não acontece, eu prometo que não vou fazer escolhas erradas para sair desse caminho e torná-lo mais difícil e nem vou me afastar do verdadeiro sentimento que me rodeia como ser humano para alcançar tão belo objetivo. De maneira simples, olhos fechados e alma aberta eu vou ficar esperando pelo amor, bem aqui.