sábado, 17 de outubro de 2015

Após 22 ciclos, o reality ‘America’s Next Top Model’ foi cancelado! Confira alguns motivos pelo quais ele fará falta e o que levamos de aprendizado! #Eutobemtriste

    ( Participantes do ciclo 20, o primeiro a incluir homens ao reality que até então era marcado pelo poder da mulher no mundo da moda). 

-    Tyra Banks e companhia ensinaram a todos, modelos ou não, a exporem a sua
 beleza.

Algo que eu admirei muito no decorrer de telespectadora do reality é o como a figura física do ser humano é trabalhada de modo a nós sermos mais do que estereótipos. O aprendizado que principalmente a Tyra quis transmitir foi de que não existe um tipo exato de beleza, pois ela acompanha diversas cores, raças, gêneros e etnias e que todas as pessoas podem ter o seu espaço se forem seguras de si. Aliás, o ser modelo é isso, a partir do momento em que se tem segurança sobre o seu rosto/corpo, você poderá mostrar ao mundo para que o veio. E aqueles que não são modelos, puderam aprender o significado real do que é a moda e que ela não é um conceito único e vago. A moda se baseia no que você acha que é bonito e o que pode ser bonito, dependendo dos olhos de quem vê, e isso é admirável.

-    Ser modelo é uma profissão com dificuldades como a qualquer outra, nem tudo é um ‘mar de rosas’.

O reality veio mais uma vez destruir essa ilusão, mito eu diria, de que o ser modelo é apenas você chegar e corresponder a industria da moda com o físico que Deus lhe deu, tirar umas fotos, desfilar, freqüentar festas, conhecer gente, ganhar dinheiro e causar na mídia. Desde o início, os participantes tem muitos desafios comuns dessa profissão a enfrentar, como a relação psicológico vs trabalho, já que este interfere muito inclusive  podendo ser o grande rival, o ter que sempre parecer bem e disponível não importa o que aconteça, aceitar estar em situações desconfortáveis e até de risco, enfim, é necessário estar preparado para isso.

-    Ser modelo é muito mais do que ter um ‘rostinho bonito’, e às vezes ele não é necessário.

Que a sociedade criou um padrão de beleza não é novidade, mas isso não significa que nós temos que seguí-lo. Não posso ser hipócrita e dizer que o mundo da moda não o segue, mas algo que me surpreendeu durante os ciclos foi o fato de que muitos integrantes eram aquelas pessoas que na vida real não são vistas como ‘as mais bonitas’, mas por possuírem uma beleza natural e saberem explorá-la, conseguiam chegar longe, enquanto alguns que seguem esse estereótipo a fio, não conseguiam ser bem sucedidos. Longe de mim querer menosprezar uns e colocar outros por cima, todos tem seu mérito, mas essa realidade mostrou mais uma vez algo que a Tyra fez questão de ensinar, mesmo que indiretamente  ao longo do reality: O ser modelo não é o ser bonito, é o quanto você pode ser bonito. Não por se cobrir com maquiagem, mas por ter a habilidade de modificar sua expressão diante das câmeras e do público e os convencer.

-    Você pode ter talento, mas o aprendizado é essencial.

Às vezes aparecia alguém cheio de autoconfiança, auto-estima elevada, que fotografava bem, mas em algum momento do reality, esquecia-se de ser humilde e saber ouvir: Isso estragava todo o processo. Não importa se você tem talento o suficiente para ser a ‘sucessora da Gisele’ se não souber ouvir um ‘não’, se não se esforçar, não saber se desculpar e pensar que a sua opinião é a única válida. Além da palavra final de Tyra Banks, eles tinham que encarar o julgamento de uma bancada de jurados rigorosos e com razão, afinal eles tinham uma chance em que muitos modelos não tiveram e precisavam dar o melhor de si. 

   _  Essa disputa foi saudável, mas encorajou muitas vezes o melhor e o pior de cada um.

Como já mencionei, uma das principais dificuldades é não deixar o psicológico influenciar na hora do trabalho, e por vezes ele influenciou de maneira positiva e negativa. Do mesmo jeito que quando um modelo está feliz e satisfeito isso pode interferir no progresso, quando ele está triste e insatisfeito, também. O conceito de reality show no geral é interessante, porque ao obrigar pessoas diferentes a conviverem juntas, sem dúvida pode haver conflitos, e no caso cabe a cada um não levá-los consigo no trabalho. Um exemplo disso foi com o participante ‘Chris H’ do ciclo 20, que estava sendo um ótimo modelo, porém ao ser visto como alguém indesejado pelos outros, começou a se deixar levar por isso ao invés de buscar uma melhora de personalidade e foi ‘caindo’ cada vez mais até ser eliminado.

-  Aprendi a admirar a Tyra e a inclui na minha lista de mulheres fortes.
                 
Além da beleza que a fez ser um ícone da moda, Tyra nos mostra que tudo o que conquistou ao longo da vida como modelo, foi não apenas por seu talento, mas pelo o que ela é como pessoa, como mulher. Ela é absolutamente batalhadora, afinal não nasceu com esse status e reverência pela qual é conhecida na mídia, mas sim teve que criá-la através do seu carisma, personalidade marcante e vários altos e baixos. Durante o reality, ela se mostrou muito justa, suas palavras causavam grande impacto nos participantes e os ajudou a se construírem como modelos e seres humanos, a aprenderem que sim, existe segunda chance. Um exemplo deste último, foi o caso da participante ‘Lenox’ do ciclo 21, que recebeu dela nota 1, em uma atividade e na outra, depois de continuar no programa recebeu da mesma nota 10. ‘Nada como um dia após o outro’ é o tipo de lema defendido por Tyra e eu acredito que todos deveriam aceitar essa condição. É por todos esses motivos que vou levar no coração tudo o que aprendi ao assistir America’s Next Top Model, e vou sentir falta! Caso você nunca tenha assistido, espero que dê uma chance a esse mundo, que vai muito além de alta costura e capas de revista, é sobre ser você mesmo.












terça-feira, 13 de outubro de 2015

Dica de filme: ' A primeira vez'.



   Autêntico, é a melhor palavra para definir esse filme. Eu preciso admitir que o fato do Dylan O’Brien estar nele foi o meu maior incentivo para assisti-lo. Sou fã assumida desse ator incrível desde que comecei a série ‘Teen Wolf’ e desde então acompanho seus trabalhos, seja em uma saga mundialmente famosa como ‘Maze Runner’ ou em um filme como esse em que infelizmente poucos conhecem. ‘A primeira vez’, é aquele tipo de filme que quando você se depara com a sinopse logo pensa que será mais uma comédia adolescente romântica água com açúcar (que eu também amo), porém se surpreende ao se dar conta de que a sua proposta vai além disso.

Basicamente fala sobre o encontro de dois adolescentes bem diferentes, Dave (Dylan O’Brien) e Aubrey ( Britt Robertson). Ele é o típico garoto tímido, inteligente e sensível que é apaixonado pela melhor amiga Jane (Victoria Justice) e esta nunca o enxergou mais do que como amigo (a típica ‘friendzone’, que tanto acontece na realidade) e Aubrey é uma garota de personalidade forte, corajosa e carismática, que atravessa o seu caminho numa noite, na saída de uma festa em que nenhum dos dois estava com vontade de estar: a partir desse momento acontece muito na vida dos dois e você não consegue desgrudar os olhos da tela.

A história é simples e ao mesmo tempo intensa, os diálogos impressionantemente bem criados e as cenas de uma autenticidade que torna tudo tão único e agradável! É o tipo de filme que começa já lhe dando esperança sobre que o que você vai encontrar no decorrer dele será ótimo e mesmo assim quando as coisas acontecem é como se você não estivesse preparada! Vai parecer idiota se eu disser que me senti emocionada e com frio na barriga em diversas partes? Por que se for, me julguem! Sou dessas que quando um filme prende a minha atenção é como se eu fizesse parte dele e com ‘A primeira vez’ foi assim.

Preciso destacar também a atuação dos personagens secundários, como a já conhecida Victoria Justice, que nunca deixa a desejar, e o melhor amigo do personagem Dave, os ator Craig Roberts( que eu já o conhecia por participar da série britânica ‘Skins’, ‘Submarine’, entre outros) que contribuem para que a história fique ainda mais completa e interessante.

Além de poder admirar mais um pouco o trabalho do Dylan (e me apaixonar mais um pouco), tive a oportunidade de conhecer o trabalho da Britt e nossa, foi uma bela surpresa! Ela também foi uma escolha essencial com sua bela interpretação e até fiquei curiosa para conferir outros projetos dela na TV e no cinema.  Sem falar sobre a química entre os dois, tão óbvia que foi transferida para a vida real! Sim: Dylan e Britt namoram há 3 anos, e fico muito feliz em saber que esse casal tão bonito deu certo de verdade! Por todos esses fatos, essa é a minha dica de filme, espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei! Quem já assistiu comenta ai a sua avaliação sobre e quem não assistiu, espero que siga esse conselho e se divirta! <3