- Tyra Banks e companhia ensinaram a todos, modelos ou não, a exporem a sua
beleza.
Algo que eu admirei muito no decorrer de telespectadora do reality é o como a figura física do ser humano é trabalhada de modo a nós sermos mais do que estereótipos. O aprendizado que principalmente a Tyra quis transmitir foi de que não existe um tipo exato de beleza, pois ela acompanha diversas cores, raças, gêneros e etnias e que todas as pessoas podem ter o seu espaço se forem seguras de si. Aliás, o ser modelo é isso, a partir do momento em que se tem segurança sobre o seu rosto/corpo, você poderá mostrar ao mundo para que o veio. E aqueles que não são modelos, puderam aprender o significado real do que é a moda e que ela não é um conceito único e vago. A moda se baseia no que você acha que é bonito e o que pode ser bonito, dependendo dos olhos de quem vê, e isso é admirável.
- Ser modelo é uma profissão com dificuldades como a qualquer outra, nem tudo é um ‘mar de rosas’.
O reality veio mais uma vez destruir essa ilusão, mito eu diria, de que o ser modelo é apenas você chegar e corresponder a industria da moda com o físico que Deus lhe deu, tirar umas fotos, desfilar, freqüentar festas, conhecer gente, ganhar dinheiro e causar na mídia. Desde o início, os participantes tem muitos desafios comuns dessa profissão a enfrentar, como a relação psicológico vs trabalho, já que este interfere muito inclusive podendo ser o grande rival, o ter que sempre parecer bem e disponível não importa o que aconteça, aceitar estar em situações desconfortáveis e até de risco, enfim, é necessário estar preparado para isso.
- Ser modelo é muito mais do que ter um ‘rostinho bonito’, e às vezes ele não é necessário.
Que a sociedade criou um padrão de beleza não é novidade, mas isso não significa que nós temos que seguí-lo. Não posso ser hipócrita e dizer que o mundo da moda não o segue, mas algo que me surpreendeu durante os ciclos foi o fato de que muitos integrantes eram aquelas pessoas que na vida real não são vistas como ‘as mais bonitas’, mas por possuírem uma beleza natural e saberem explorá-la, conseguiam chegar longe, enquanto alguns que seguem esse estereótipo a fio, não conseguiam ser bem sucedidos. Longe de mim querer menosprezar uns e colocar outros por cima, todos tem seu mérito, mas essa realidade mostrou mais uma vez algo que a Tyra fez questão de ensinar, mesmo que indiretamente ao longo do reality: O ser modelo não é o ser bonito, é o quanto você pode ser bonito. Não por se cobrir com maquiagem, mas por ter a habilidade de modificar sua expressão diante das câmeras e do público e os convencer.
- Você pode ter talento, mas o aprendizado é essencial.
Às vezes aparecia alguém cheio de autoconfiança, auto-estima elevada, que fotografava bem, mas em algum momento do reality, esquecia-se de ser humilde e saber ouvir: Isso estragava todo o processo. Não importa se você tem talento o suficiente para ser a ‘sucessora da Gisele’ se não souber ouvir um ‘não’, se não se esforçar, não saber se desculpar e pensar que a sua opinião é a única válida. Além da palavra final de Tyra Banks, eles tinham que encarar o julgamento de uma bancada de jurados rigorosos e com razão, afinal eles tinham uma chance em que muitos modelos não tiveram e precisavam dar o melhor de si.
_ Essa disputa foi saudável, mas encorajou muitas vezes o melhor e o pior de cada um.
Como já mencionei, uma das principais dificuldades é não deixar o psicológico influenciar na hora do trabalho, e por vezes ele influenciou de maneira positiva e negativa. Do mesmo jeito que quando um modelo está feliz e satisfeito isso pode interferir no progresso, quando ele está triste e insatisfeito, também. O conceito de reality show no geral é interessante, porque ao obrigar pessoas diferentes a conviverem juntas, sem dúvida pode haver conflitos, e no caso cabe a cada um não levá-los consigo no trabalho. Um exemplo disso foi com o participante ‘Chris H’ do ciclo 20, que estava sendo um ótimo modelo, porém ao ser visto como alguém indesejado pelos outros, começou a se deixar levar por isso ao invés de buscar uma melhora de personalidade e foi ‘caindo’ cada vez mais até ser eliminado.
- Aprendi a admirar a Tyra e a inclui na minha lista de mulheres fortes.


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