sexta-feira, 8 de abril de 2016

Eu quero sentir.





                                   

Essa alegria, essa felicidade que me toma o peito e chega a contagiar as pessoas a minha volta, eu quero sentir. Essa vontade de viver como se não houvesse amanhã, sem destino, sem hora marcada, sem compromisso, eu quero sentir. O desejo de te encontrar, as horas demorarem a passar, o mundo parecendo girar devagar, eu quero sentir. A vida mais fácil de ser vivida, estar ao seu lado, enxergar a esperança em você, eu quero sentir.

Observar o seu sorriso bonito, me ver ser o motivo dele, fazer coisas que eu nunca fiz, eu quero sentir. Ser mais corajosa por ter em quem confiar, aprender que o amor é mais do que simplesmente amar e saber que não estou sozinha, eu quero sentir. Seus braços ao meu redor, ser protegida por um sentimento mútuo, ouvir o som da sua respiração, eu quero sentir. Ter o seu toque, ter a sua presença constante, ter o conforto de ser amada, eu quero sentir.

Ter ciúmes de você, você ter ciúmes de mim e isso acabar numa discussão boba, eu quero sentir. Um pedido sincero de desculpas, um buquê de rosas, ou apenas um cena de amor como reconciliação, eu quero sentir. Ter os seus beijos para mim, a vontade de não se separar, controlar minhas emoções para não te magoar, eu quero sentir. Sofrer calada com minha insegurança, te ver como a um porto-seguro, exigir de você mais do que poderia, eu quero sentir.

Chorar, gritar, sofrer, eu quero sentir. Te perder, te querer de volta, não querer mais, deixar o orgulho escolher por mim, eu quero sentir. Pensar como será a minha vida sem você, dramatizar a minha existência, chorar mais um pouco, eu quero sentir. Lhe jogar pragas e ofensas, pensar que sou mais bonita do que a outra e que sou melhor sozinha do que com você, eu quero sentir. Saber que estou mentindo numa tentativa de seguir em frente, cometer erros e não parar de pensar em nós, eu quero sentir.

Apesar das consequências, eu quero sentir. Sei que é tudo sobre o momento e nada dura para sempre, porém essa realidade já basta. Eu quero ter essas experiências, quero sentir tudo isso e quero ter companhia para caminhar nessa jornada. Quero saber o real significado de precisar de alguém, saber o que é o amor e como ele pode me modificar como pessoa. Eu não me importo se no fim, se é que há um fim, não acontecer do jeito que eu e você planejamos. Porque a verdade é que mesmo se não der certo, já deu certo. Naquela ocasião eu e você fomos certos, e não há certeza maior do que abrir o coração à possibilidade da felicidade seja ela como for.

sábado, 17 de outubro de 2015

Após 22 ciclos, o reality ‘America’s Next Top Model’ foi cancelado! Confira alguns motivos pelo quais ele fará falta e o que levamos de aprendizado! #Eutobemtriste

    ( Participantes do ciclo 20, o primeiro a incluir homens ao reality que até então era marcado pelo poder da mulher no mundo da moda). 

-    Tyra Banks e companhia ensinaram a todos, modelos ou não, a exporem a sua
 beleza.

Algo que eu admirei muito no decorrer de telespectadora do reality é o como a figura física do ser humano é trabalhada de modo a nós sermos mais do que estereótipos. O aprendizado que principalmente a Tyra quis transmitir foi de que não existe um tipo exato de beleza, pois ela acompanha diversas cores, raças, gêneros e etnias e que todas as pessoas podem ter o seu espaço se forem seguras de si. Aliás, o ser modelo é isso, a partir do momento em que se tem segurança sobre o seu rosto/corpo, você poderá mostrar ao mundo para que o veio. E aqueles que não são modelos, puderam aprender o significado real do que é a moda e que ela não é um conceito único e vago. A moda se baseia no que você acha que é bonito e o que pode ser bonito, dependendo dos olhos de quem vê, e isso é admirável.

-    Ser modelo é uma profissão com dificuldades como a qualquer outra, nem tudo é um ‘mar de rosas’.

O reality veio mais uma vez destruir essa ilusão, mito eu diria, de que o ser modelo é apenas você chegar e corresponder a industria da moda com o físico que Deus lhe deu, tirar umas fotos, desfilar, freqüentar festas, conhecer gente, ganhar dinheiro e causar na mídia. Desde o início, os participantes tem muitos desafios comuns dessa profissão a enfrentar, como a relação psicológico vs trabalho, já que este interfere muito inclusive  podendo ser o grande rival, o ter que sempre parecer bem e disponível não importa o que aconteça, aceitar estar em situações desconfortáveis e até de risco, enfim, é necessário estar preparado para isso.

-    Ser modelo é muito mais do que ter um ‘rostinho bonito’, e às vezes ele não é necessário.

Que a sociedade criou um padrão de beleza não é novidade, mas isso não significa que nós temos que seguí-lo. Não posso ser hipócrita e dizer que o mundo da moda não o segue, mas algo que me surpreendeu durante os ciclos foi o fato de que muitos integrantes eram aquelas pessoas que na vida real não são vistas como ‘as mais bonitas’, mas por possuírem uma beleza natural e saberem explorá-la, conseguiam chegar longe, enquanto alguns que seguem esse estereótipo a fio, não conseguiam ser bem sucedidos. Longe de mim querer menosprezar uns e colocar outros por cima, todos tem seu mérito, mas essa realidade mostrou mais uma vez algo que a Tyra fez questão de ensinar, mesmo que indiretamente  ao longo do reality: O ser modelo não é o ser bonito, é o quanto você pode ser bonito. Não por se cobrir com maquiagem, mas por ter a habilidade de modificar sua expressão diante das câmeras e do público e os convencer.

-    Você pode ter talento, mas o aprendizado é essencial.

Às vezes aparecia alguém cheio de autoconfiança, auto-estima elevada, que fotografava bem, mas em algum momento do reality, esquecia-se de ser humilde e saber ouvir: Isso estragava todo o processo. Não importa se você tem talento o suficiente para ser a ‘sucessora da Gisele’ se não souber ouvir um ‘não’, se não se esforçar, não saber se desculpar e pensar que a sua opinião é a única válida. Além da palavra final de Tyra Banks, eles tinham que encarar o julgamento de uma bancada de jurados rigorosos e com razão, afinal eles tinham uma chance em que muitos modelos não tiveram e precisavam dar o melhor de si. 

   _  Essa disputa foi saudável, mas encorajou muitas vezes o melhor e o pior de cada um.

Como já mencionei, uma das principais dificuldades é não deixar o psicológico influenciar na hora do trabalho, e por vezes ele influenciou de maneira positiva e negativa. Do mesmo jeito que quando um modelo está feliz e satisfeito isso pode interferir no progresso, quando ele está triste e insatisfeito, também. O conceito de reality show no geral é interessante, porque ao obrigar pessoas diferentes a conviverem juntas, sem dúvida pode haver conflitos, e no caso cabe a cada um não levá-los consigo no trabalho. Um exemplo disso foi com o participante ‘Chris H’ do ciclo 20, que estava sendo um ótimo modelo, porém ao ser visto como alguém indesejado pelos outros, começou a se deixar levar por isso ao invés de buscar uma melhora de personalidade e foi ‘caindo’ cada vez mais até ser eliminado.

-  Aprendi a admirar a Tyra e a inclui na minha lista de mulheres fortes.
                 
Além da beleza que a fez ser um ícone da moda, Tyra nos mostra que tudo o que conquistou ao longo da vida como modelo, foi não apenas por seu talento, mas pelo o que ela é como pessoa, como mulher. Ela é absolutamente batalhadora, afinal não nasceu com esse status e reverência pela qual é conhecida na mídia, mas sim teve que criá-la através do seu carisma, personalidade marcante e vários altos e baixos. Durante o reality, ela se mostrou muito justa, suas palavras causavam grande impacto nos participantes e os ajudou a se construírem como modelos e seres humanos, a aprenderem que sim, existe segunda chance. Um exemplo deste último, foi o caso da participante ‘Lenox’ do ciclo 21, que recebeu dela nota 1, em uma atividade e na outra, depois de continuar no programa recebeu da mesma nota 10. ‘Nada como um dia após o outro’ é o tipo de lema defendido por Tyra e eu acredito que todos deveriam aceitar essa condição. É por todos esses motivos que vou levar no coração tudo o que aprendi ao assistir America’s Next Top Model, e vou sentir falta! Caso você nunca tenha assistido, espero que dê uma chance a esse mundo, que vai muito além de alta costura e capas de revista, é sobre ser você mesmo.












terça-feira, 13 de outubro de 2015

Dica de filme: ' A primeira vez'.



   Autêntico, é a melhor palavra para definir esse filme. Eu preciso admitir que o fato do Dylan O’Brien estar nele foi o meu maior incentivo para assisti-lo. Sou fã assumida desse ator incrível desde que comecei a série ‘Teen Wolf’ e desde então acompanho seus trabalhos, seja em uma saga mundialmente famosa como ‘Maze Runner’ ou em um filme como esse em que infelizmente poucos conhecem. ‘A primeira vez’, é aquele tipo de filme que quando você se depara com a sinopse logo pensa que será mais uma comédia adolescente romântica água com açúcar (que eu também amo), porém se surpreende ao se dar conta de que a sua proposta vai além disso.

Basicamente fala sobre o encontro de dois adolescentes bem diferentes, Dave (Dylan O’Brien) e Aubrey ( Britt Robertson). Ele é o típico garoto tímido, inteligente e sensível que é apaixonado pela melhor amiga Jane (Victoria Justice) e esta nunca o enxergou mais do que como amigo (a típica ‘friendzone’, que tanto acontece na realidade) e Aubrey é uma garota de personalidade forte, corajosa e carismática, que atravessa o seu caminho numa noite, na saída de uma festa em que nenhum dos dois estava com vontade de estar: a partir desse momento acontece muito na vida dos dois e você não consegue desgrudar os olhos da tela.

A história é simples e ao mesmo tempo intensa, os diálogos impressionantemente bem criados e as cenas de uma autenticidade que torna tudo tão único e agradável! É o tipo de filme que começa já lhe dando esperança sobre que o que você vai encontrar no decorrer dele será ótimo e mesmo assim quando as coisas acontecem é como se você não estivesse preparada! Vai parecer idiota se eu disser que me senti emocionada e com frio na barriga em diversas partes? Por que se for, me julguem! Sou dessas que quando um filme prende a minha atenção é como se eu fizesse parte dele e com ‘A primeira vez’ foi assim.

Preciso destacar também a atuação dos personagens secundários, como a já conhecida Victoria Justice, que nunca deixa a desejar, e o melhor amigo do personagem Dave, os ator Craig Roberts( que eu já o conhecia por participar da série britânica ‘Skins’, ‘Submarine’, entre outros) que contribuem para que a história fique ainda mais completa e interessante.

Além de poder admirar mais um pouco o trabalho do Dylan (e me apaixonar mais um pouco), tive a oportunidade de conhecer o trabalho da Britt e nossa, foi uma bela surpresa! Ela também foi uma escolha essencial com sua bela interpretação e até fiquei curiosa para conferir outros projetos dela na TV e no cinema.  Sem falar sobre a química entre os dois, tão óbvia que foi transferida para a vida real! Sim: Dylan e Britt namoram há 3 anos, e fico muito feliz em saber que esse casal tão bonito deu certo de verdade! Por todos esses fatos, essa é a minha dica de filme, espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei! Quem já assistiu comenta ai a sua avaliação sobre e quem não assistiu, espero que siga esse conselho e se divirta! <3

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Jovens e estressados.


 Eu não sei vocês, mas sou do tipo de pessoa que quando não consigo o que eu quero fico muito estressada! Tenho vontade de sair gritando com todos, sinto uma imensa tristeza e vontade de acabar com o mundo naquele momento! Isso é normal? Provavelmente não e eu preciso de um tratamento psiquiátrico urgente (se houver algum passando por aqui, deixe o seu contato). O caso é que eu sou uma garota jovem e muitas coisas nessa vida me tiram do eixo, se é que me entendem. Talvez eu seja só uma pirralha mimada a mais nesse mundo, contribuindo para deixá-lo ainda mais problemático, mas que seja! Problemas que por vezes são pequenos, me deixam tão angustiada que são capazes de acabar com o meu dia! Gostaria de poder dizer que eu sou a única que penso desse jeito e livrar a barra dos outros jovens e adolescentes, mas infelizmente muitos sofrem desse mal. Com isso, eu me pergunto: Por que essa geração é tão estressada?

Posso colocar a culpa em muitas coisas como a tecnologia, já que esses novos aparelhos eletrônicos me tiram do sério como se eu fosse uma idosa( sem falar dessa maldita cobrança para tê-los!), ou quem sabe nos ônibus e na correria do dia a dia quando você não tem um lugar para sentar e tem que aprender desde nova que a sociedade é absurdamente difícil de lidar , na escola/faculdade/trabalho em que você tem que arcar com responsabilidades e ordens (ser responsável no geral é muito chato!), na falta de educação das pessoas, na violência em que mal se pode ir até a esquina sem ser assaltado! Deus, é tanto motivo para ser uma pessoa estressada, estranho mesmo seria se eu fosse calma! 



Porém, a juventude de hoje em dia já nasceu propensa a ser mais estressada do que seus pais e avós, por exemplo. Naquela época, o conceito de adolescente e jovem era não ter muitos problemas, apenas aproveitar a idade e saber lidar com o amadurecimento de forma justa sem tanta pressão, enquanto nós, jovens do século 21 muitas vezes já nascemos carregando o peso das mudanças sociais nos ombros, que acabam por vacilar nessa missão difícil e ainda levam a culpa por isso! Realmente parece que somos um tanto mal acostumados a conviver com as dificuldades da vida, mas lembrem-se de que muitos de nós não foram educados para sobreviverem a tamanho caos.

Desde cedo a sociedade faz parecer que somos inadequados, que não nos vestimos corretamente, que nosso corpo não é legal, que precisamos de tal futilidade material e somos sucumbidos por toda essa ideologia que só piora conforme os anos se passam! Ao mesmo tempo que o jovem da modernidade recebe boas informações que podem contribuir para seu futuro, ele também sofre muita má influência desse estereotipo que o coloca cada vez mais para baixo e faz aumentar uma possível concorrência dentro do meio em que vive. Essa concorrência nos traz medo de encarar o que está por trás da cortina de diferenças, medo de mostrar do que somos capazes e quando finalmente temos liberdade e voz para mostrar para que viemos ao mundo, a vida vem nos retrucar para que percebemos que nada é fácil e temos que ir um passo de cada vez. Mas sabe, falando por experiência própria, eu penso que é uma droga nada ser fácil e isso me deixa estressada e com razão.

Ser jovem e estressada é algo com o qual eu posso me acostumar, já que o ser humano tem essa capacidade, mas isso não significa que eu deveria saber! Tudo poderia ser mais simples, acordar feliz, abrir a janela e ver o sol nascer como nos filmes, não me importar com o que me rodeia, não odiar, amar e ser correspondida, viver momentos de eterna felicidade com os amigos e colocar aquela música preferida no repeat para sempre! No entanto, a vida não é assim, porque nós precisamos dos sentimentos ruins como o estresse! Surpresos com essa conclusão? Tudo bem, sei que você pode até discordar de mim, contudo o fato é que sem o estresse não saberíamos o que é tranquilidade e esse sentimento puro seria apenas algo qualquer e não uma qualidade digna de ser preservada.

Nós somos jovens, estressados e estamos incrivelmente muito felizes com isso. 



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Resenha sobre a série: 'The Royals'.


Poderia ser apenas mais uma série juvenil, porém é bem mais do que isso: The Royals é uma série britânica, que definitivamente chegou para ganhar nossos corações e audiência. É daquele tipo que você não consegue parar de assistir e fica triste ao saber que os episódios demoram a serem legendados, já que infelizmente no meu caso, meu inglês não é dos melhores. Comecei a assistir a série já com certa expectativa ao ouvir falar sobre ela 'Um novo Gossip Girl' eles disseram e como fã número 1 de Gossip Girl, mesmo detestando esse tipo de comparação, ao me deparar com The Royals não achei equivocada. Não que a série seja parecida com 'GG', talvez alguns momentos irônicos onde a futilidade e ganancia dos personagens falam mais alto, mas no contexto o merecimento dessa comparação se deve ao fato de ser praticamente tão boa e viciante que a nossa veterana.

A história fala sobre a família Real britânica na sociedade contemporânea, ou seja, podemos esperar por verdadeiros reis, rainhas, príncipes e princesas, que a não ser pela nomeação de 'Vossa Alteza, Majestade', costumam agir como pessoas normais e esse sem dúvida é o ponto alto da série. Afinal, quem nunca teve curiosidade para saber como a princesa do mundo real, Kate Middleton vive? Quem nunca quis ser uma princesa e estar nesse mundo de realeza que só parece acontecer nos contos de fadas? É ai que a magia de 'The Royals' entra, já que ao perceber o quanto a 'monarquia' pode ser confundida com a nossa vida, a própria ficção por um momento torna-se acessível.

A princesa Eleanor(Alexandra Park) é uma rebelde sem causa como a muitas plebeias, bebe, fuma e se droga como se não houvesse amanhã, sem se importar se suas 'travessuras' vão parar na capa de um jornal. Ela não é aquela princesa comum que tem que dar o exemplo, apenas age por vontade própria e para quem assiste isso é uma forma de inspiração. Quer dizer, se até a princesa tem atitude para fazer o que quer, por que eu, uma adolescente comum vou me esconder? Apesar do transtorno que essa perigosa influência possa transmitir, é melhor deixar que os jovens vejam isso e aprendam que não existe vida perfeita, já que por vezes vossa Alteza tem que arcar com as consequências dos seus atos.

A Rainha Helena(Elizabeth Hurley) é a típica mulher ambiciosa que é capaz de tudo para manter a imagem de sua família sã e salva, não importa do que ela terá que abrir mão para isso acontecer. É capaz de deixar sentimentos de lado como se eles não existissem, como se ela não fosse humana e se deixar contaminar pelo poder da luxúria e do status social. Por vezes, ela praticamente é vista como a ‘malvada’ da série, mas sinceramente, sendo Rainha da Inglaterra eu não sei se alguém faria menos do que ela faz. Percebe-se o quanto ‘The Royals’ está inserido na atualidade, quando a rainha não é a mulher bondosa e gentil como nos contos de fadas, mas sim, alguém que luta para sobreviver em meio ao julgamento e inveja de quem ama e abomina a realeza, sendo cruel se necessário.

A função de plebeia mais bem sucedida da série fica por conta da personagem Ophelia(Merritt Patterson), essa sim é ironicamente a que mais parece uma verdadeira princesa do tipo que estamos acostumados a ver. Bonita, bondosa, inteligente e gentil, Ophelia rouba a cena desde o primeiro capítulo ao conquistar o coração do príncipe Liam e pensamos assistir um romance digno de Nicholas Sparks, até aparecer Gemma(Sophie Colquhoun) e um balde de água fria ser jogado na relação deles (e uma apimentada na história para a nossa alegria). Além de Ophelia não ter a aprovação da Rainha, Gemma a ex namorada do nosso herdeiro é aquela loira patricinha que amamos odiar, com seu jeito sarcástico sem esconder que pode sim ser uma vadia mas sem descer do salto. 

O príncipe Liam(William Moseley) como já devem ter notado é um verdadeiro, hum, príncipe? Tudo bem, eu sei que a paixão que tenho por Will Moseley desde ‘As Crônicas de Nárnia’ faz da minha opinião um tanto suspeita, mas é que o personagem realmente tem as características encantadoras de um príncipe fisicamente e apesar de cometer pequenos erros que condizem com a pouca idade, interiormente também. Liam tenta ser o bom moço e a maior parte do tempo ele consegue, sendo verdadeiro e carismático: Bem fácil se apaixonar por ele. Podemos dizer que ele ‘puxou ao pai’ já que Simon(Vincet Regan) se mostra digno de ser rei, pensando sempre no próximo e deixando a humildade dominar as suas ações, bem diferente da esposa.

Assim como as séries de sucesso, ‘The Royals’ faz com que todos os personagens, até os secundários pareçam interessantes e essenciais para o desenvolvimento da história, um fator importante se me permitem dizer. Posso citar as primas de Liam e Eleanor, duas irmãs ruivas, que parecem fisicamente como as ‘filhas da madrasta’ da Cinderela, mas se mostram inofensivas e contribuem para a parte cômica do enredo, junto do pai delas, irmão do Rei que está muito presente sendo o braço direito da rainha tendo uma ganancia que nem ela pode lidar ao sonhar em estar no poder. Jasper(Tom Austen) segurança da Eleanor que mostrará um lado sensível da garota rebelde com um possível romance e muito mais! Clichê dizer isso, mas é a verdade: Assistam ‘The Royals’, uma passagem só de ida a um destino sem igual.

   




terça-feira, 5 de agosto de 2014

50 Tons de se expressar.



                           




O assunto de hoje é livre para todos os públicos que possuem uma mente aberta e está disposto a entender o outro lado de todo o frenesi que cerca o fenômeno ’50 Tons de Cinza’. Antes, vamos relembrar a típica crítica feita pelas pessoas de mente fechada e influenciadas sempre a dizerem a mesma coisa, sem ao menos escutar a própria voz. Eles dizem  que a série de livros ’50 Tons de Cinza’, é uma história medíocre e mal escrita, machista, vulgar, fútil e juro que já li um comentário dizendo que ’50 Tons de Cinza é um pornô para mulheres mal amadas’.

 Já visto o lado monótono daqueles sempre com a mesmo diálogo, veremos agora o lado menos julgador que cerca esta série Best Seller. 
50 tons de Cinza, para quem não sabe, fala sobre uma garota jovem chamada Anastacia Steele com uma vida bem chata, convenhamos, onde ela não é muito bonita e não tem nenhum grande atributo e de repente sua vida começa a tomar um rumo diferente ao entrevistar no lugar de sua amiga, um conceituado empresário, Christian Grey. A partir daí acontece primeiramente situações parecidas ao de uma comédia romântica normal, até o livro chegar num ponto interessante, onde o leitor deveria saber aproveitar o clímax que é onde a história começa a se desenrolar e finalmente mostrar a sua cara: Nos deparamos com a tal da Anastacia convidada a ser uma mulher submissa do Senhor Grey.

É ai que começa a acontecer um incômodo em certos leitores, pois esta história de submissão não é aquela com a qual algumas pessoas estão acostumadas a ler, e isso leva a discussão que rodeia o livro e o faz receber tantas críticas negativas. Tudo isso só me faz pensar que as pessoas não gostam de fugir do senso comum, mesmo que seja por um livro, cuja vida ali é fictícia. Por qual motivo algumas pessoas não conseguem respeitar algo só pelo fato de não ser conveniente a mesmice com a qual elas convivem? Seria por medo de se entregar a um livro diferente e acabar sendo julgada junto com ele? E por que em pleno século 21, o sexo ainda é um tabu?


(O ator Jamie Dornan, como Christian Grey e a atriz Dakota Johnson, como Anastacia Steele.)


A opinião dos outros é realmente muito importante para alguns, e é por isso que os seres humanos estão cada vez mais medrosos, pois não conseguem arriscar fazer algo que não condiz com o que seu amigo, pai e mãe pensa e por isso também que a sociedade está cada vez mais alienada, já que você só pode ler e criticar o que os outros estão lendo e criticando,  ler 50 tons de Cinza o faria parecer pior e te tirar da situação de igualdade, falar que gosta de um livro como 50 tons de Cinza, o faria ser fútil e talvez até uma mulher ‘safada’ e como eu já mencionei ‘mal amada’. 

Mas que vida mais hipócrita ser humano, essa que você não pode nem ser diferente dentro de seus próprios princípios! Uma situação como está faz parecer que vivemos numa falsa democracia, onde todo mundo tem que se comportar de acordo com que é aceitável, mas lembrando que o aceitável nesse caso não está relacionado ao correto e errado, e sim a uma ideologia implantada para que continuemos sem a tal liberdade de se expressar.

Cada um tem sim um livre-arbítrio para gostar do que quiser, e ninguém é obrigado a gostar de 50 Tons de Cinza, mas é obrigado a respeitar o trabalho da escritora E.L James, que fez apenas o seu trabalho da melhor forma que pôde, assim como cada um dá o seu melhor em seus trabalhos. E nem sempre um escritor vai agradar a todos com seu livro, mas se apenas uma pessoa gostar, isso significa que o trabalho valeu a pena, e contudo vemos que muito mais de uma pessoa gostou da trilogia, meus parabéns, E.L James! 

Agora, eu vou deixá-los com o trailer do filme, que será lançado em fevereiro de 2015. Vejo vocês no cinema, porque eu entendo de curiosidade e sei que apesar de toda e qualquer crítica, todos estarão lá.







sexta-feira, 4 de julho de 2014

O verdadeiro valor do futebol.

Assim que pensei em escrever esse post, eu seriamente pensei duas vezes se não seria hipocrisia da minha parte, levando em consideração que eu sempre fui a primeira pessoa a fazer críticas negativas em relação ao futebol. Eu não costumo gostar de futebol, e são  poucos os esportes que eu levo em consideração, essa é a verdade, mas estamos vivendo aqui no Brasil pela primeira vez depois de anos, a Copa do Mundo, e isso não é algo que pode-se ignorar, gostando ou não.

Não sei o que acontece com os brasileiros,  mas de repente um espírito patriota se revela dentro de cada um, desde os mais fanáticos por futebol até os mais céticos, ficam igualmente sensibilizados ao assistir um jogo do Brasil na Copa. Talvez porque no fundo sabemos que não é tão fácil aceitar o fato de ver a seleção que nos representa perder, e torcemos de corpo e alma para que o Brasil faça um bom jogo, pois afinal é o nosso país, e aqueles jogadores no campo batalhando pela bola, por um gol, batalham por um sonho, e ficamos novamente solidarizados por esse sonho que compartilhamos com eles.

Porém, mesmo com as vitórias do Brasil e uma possível esperança para o Hexa, tivemos a terrível notícia de que Neymar, com uma vértebra faturada, não poderá competir mais nessa Copa. E ai eu pergunto: A batalha do Brasil contra a Colômbia foi um típico jogo de futebol, ou uma luta de UFC? A realidade é que não vale a pena abusar da violência em nenhuma ocasião, lutar pela bola e dar o 'sangue' pela sua equipe é válido, mas isso não significa que você precisa ver o seu adversário sofrer, o nome disso é covardia, e nada nesse mundo que é feito baseado na covardia tem um bom fim. Não acredita nisso? Pergunte a própria Colômbia, que após perder o jogo sentiu na pele o fato de que se deve jogar limpo, ou nada de jogo.

Após uma série de lamentações,por parte dos jogadores colombianos(pela derrota) e por parte dos jogadores brasileiros pela perda de um dos seus melhores jogadores no final de uma Copa do Mundo, eu pergunto novamente: Qual o verdadeiro valor do futebol? Uma resposta simples seria acertar a bola no gol, mas pensando pelo lado sensível que abrange toda a sociedade, sabemos que não é só isso: O futebol está na competição livre e honesta, na representação de todo um mundo, que mesmo com tanta diferença cultural se uni em prol da diversão que o esporte traz, do esforço dos jogadores que deram tudo de si para estar ali e finalmente podemos dizer que o futebol está dentro de cada um. 

O chefe de uma grande empresa, para tudo o que está fazendo para observar aquela bela jogada do Neymar, o Gari passa a manhã inteira limpando as ruas, quando finalmente chega a sua casa e curti o fim de tarde com a família, e veja só, assistindo ao mesmo jogo que o chefe da empresa, porque esse é o futebol e esse é o Brasil, um país com alto índice de desigualdade social, mas que o esporte deixa-nos iguais no final das contas, pois ele tem o poder de unir as pessoas como se todos fossemos um só, dentro das nossas diferenças e semelhanças.

A união é a verdadeira solução para todo o individualismo que nos cerca, mas esse individualismo não pode aparecer no futebol, por isso o brasileiro está triste, não porque estamos desesperançosos em relação ao Hexa( não mesmo!), mas sim porque somos um povo que gosta de justiça, e gostaríamos que nosso craque pudesse completar o seu sonho, pois ele é um garoto rico de sonhos, como qualquer brasileiro e merecia terminar o que começou. Agora nos resta o de sempre, torcer para a vitória brasileira e contemplar a excelente atitude de outro craque brasileiro, David Luiz, que recebeu o jogador colombiano 'James Rodríguez' de braços abertos para um consolo de amigo. Consolo este que poderíamos receber com a taça do mundo após dado o desespero brasileiro de cada dia, dentro e fora dos campos, com ou sem Padrão Fifa.