Poderia ser apenas mais uma série juvenil, porém é bem mais do que isso: The Royals é uma série britânica, que definitivamente chegou para ganhar nossos corações e audiência. É daquele tipo que você não consegue parar de assistir e fica triste ao saber que os episódios demoram a serem legendados, já que infelizmente no meu caso, meu inglês não é dos melhores. Comecei a assistir a série já com certa expectativa ao ouvir falar sobre ela 'Um novo Gossip Girl' eles disseram e como fã número 1 de Gossip Girl, mesmo detestando esse tipo de comparação, ao me deparar com The Royals não achei equivocada. Não que a série seja parecida com 'GG', talvez alguns momentos irônicos onde a futilidade e ganancia dos personagens falam mais alto, mas no contexto o merecimento dessa comparação se deve ao fato de ser praticamente tão boa e viciante que a nossa veterana.
A história fala sobre a família Real britânica na sociedade contemporânea, ou seja, podemos esperar por verdadeiros reis, rainhas, príncipes e princesas, que a não ser pela nomeação de 'Vossa Alteza, Majestade', costumam agir como pessoas normais e esse sem dúvida é o ponto alto da série. Afinal, quem nunca teve curiosidade para saber como a princesa do mundo real, Kate Middleton vive? Quem nunca quis ser uma princesa e estar nesse mundo de realeza que só parece acontecer nos contos de fadas? É ai que a magia de 'The Royals' entra, já que ao perceber o quanto a 'monarquia' pode ser confundida com a nossa vida, a própria ficção por um momento torna-se acessível.
A princesa Eleanor(Alexandra Park) é uma rebelde sem causa como a muitas plebeias, bebe, fuma e se droga como se não houvesse amanhã, sem se importar se suas 'travessuras' vão parar na capa de um jornal. Ela não é aquela princesa comum que tem que dar o exemplo, apenas age por vontade própria e para quem assiste isso é uma forma de inspiração. Quer dizer, se até a princesa tem atitude para fazer o que quer, por que eu, uma adolescente comum vou me esconder? Apesar do transtorno que essa perigosa influência possa transmitir, é melhor deixar que os jovens vejam isso e aprendam que não existe vida perfeita, já que por vezes vossa Alteza tem que arcar com as consequências dos seus atos.
A Rainha Helena(Elizabeth Hurley) é a típica mulher ambiciosa que é capaz de tudo para manter a imagem de sua família sã e salva, não importa do que ela terá que abrir mão para isso acontecer. É capaz de deixar sentimentos de lado como se eles não existissem, como se ela não fosse humana e se deixar contaminar pelo poder da luxúria e do status social. Por vezes, ela praticamente é vista como a ‘malvada’ da série, mas sinceramente, sendo Rainha da Inglaterra eu não sei se alguém faria menos do que ela faz. Percebe-se o quanto ‘The Royals’ está inserido na atualidade, quando a rainha não é a mulher bondosa e gentil como nos contos de fadas, mas sim, alguém que luta para sobreviver em meio ao julgamento e inveja de quem ama e abomina a realeza, sendo cruel se necessário.
A função de plebeia mais bem sucedida da série fica por conta da personagem Ophelia(Merritt Patterson), essa sim é ironicamente a que mais parece uma verdadeira princesa do tipo que estamos acostumados a ver. Bonita, bondosa, inteligente e gentil, Ophelia rouba a cena desde o primeiro capítulo ao conquistar o coração do príncipe Liam e pensamos assistir um romance digno de Nicholas Sparks, até aparecer Gemma(Sophie Colquhoun) e um balde de água fria ser jogado na relação deles (e uma apimentada na história para a nossa alegria). Além de Ophelia não ter a aprovação da Rainha, Gemma a ex namorada do nosso herdeiro é aquela loira patricinha que amamos odiar, com seu jeito sarcástico sem esconder que pode sim ser uma vadia mas sem descer do salto.
O príncipe Liam(William Moseley) como já devem ter notado é um verdadeiro, hum, príncipe? Tudo bem, eu sei que a paixão que tenho por Will Moseley desde ‘As Crônicas de Nárnia’ faz da minha opinião um tanto suspeita, mas é que o personagem realmente tem as características encantadoras de um príncipe fisicamente e apesar de cometer pequenos erros que condizem com a pouca idade, interiormente também. Liam tenta ser o bom moço e a maior parte do tempo ele consegue, sendo verdadeiro e carismático: Bem fácil se apaixonar por ele. Podemos dizer que ele ‘puxou ao pai’ já que Simon(Vincet Regan) se mostra digno de ser rei, pensando sempre no próximo e deixando a humildade dominar as suas ações, bem diferente da esposa.
Assim como as séries de sucesso, ‘The Royals’ faz com que todos os personagens, até os secundários pareçam interessantes e essenciais para o desenvolvimento da história, um fator importante se me permitem dizer. Posso citar as primas de Liam e Eleanor, duas irmãs ruivas, que parecem fisicamente como as ‘filhas da madrasta’ da Cinderela, mas se mostram inofensivas e contribuem para a parte cômica do enredo, junto do pai delas, irmão do Rei que está muito presente sendo o braço direito da rainha tendo uma ganancia que nem ela pode lidar ao sonhar em estar no poder. Jasper(Tom Austen) segurança da Eleanor que mostrará um lado sensível da garota rebelde com um possível romance e muito mais! Clichê dizer isso, mas é a verdade: Assistam ‘The Royals’, uma passagem só de ida a um destino sem igual.

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